Fiquemos pela tralha porque a tralha é boa companhia, nas alturas em que a política parece ter chegado a um beco sem saída, como é o caso dos dias de hoje em que metade do mundo diz-nos que mesmo que façamos tudo o que devemos fazer ficamos na mesma situação do que não fazendo nada e a outra metade diz-nos que se fizermos tudo o que temos a fazer, talvez possamos fazer outra coisa, cuja não se sabe bem qual é. Para uns, somos lixo; para outros, porcos. Nada é brilhante, tudo baço. Precisamos pois de algum ar puro e novo, ideias e imaginação, coisas novas e baratas e, não havendo forças endógenas, mais vale procurar fora aquilo que se pode aprender. Ora, como o único país estrangeiro pelo qual se pode viajar sem ser com muito dinheiro é o passado, vamos pois à tralha, ao dote da noiva para além do dote, ver o que é que a jovem senhora que preside ao reino da Parafernália trouxe nas suas arcas.
E como a estranheza é uma novidade, é um excelente meio para sair da nossa triste condição de povo emparedado entre o lixo e os PIGS, e trazer pérolas sem as dar aos porcos. Enriquecer, em suma, aprender, lidar com o diferente, a ver se somos capazes de fazer diferente. Aproveitemos.
Vasco Pulido Valente, hoje no Público:
Numa conferência qualquer, um espectador, Peter Villax, de resto um indivíduo bem educado e calmo, resolveu declarar directamente ao primeiro-ministro que nem sempre “os seus actos (do primeiro-ministro) reflectiam as suas palavras”.
Sócrates, de cabeça perdida, respondeu a Villax que não lhe “reconhecia nenhuma autoridade moral” para o criticar. E proibiu mais perguntas.
É este o homem em que muita gente se prepara para votar. Votará. Mas não vota num democrata.
"Frequently playing computer games appears to reduce a teenager's chances of going to university, while reading enhances the likelihood that they will go on to study for a degree, according to Oxford University research that tracked 17,000 people born in 1970.
Reading was also linked to careers success, as the research finds 16-year-olds who read books at least once a month were significantly more likely to be in a professional or managerial job at 33 than those who didn't read books at all."